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BAIXAR A REDOMA DE VIDRO SYLVIA PLATH

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postado por Cecily

A REDOMA DE VIDRO SYLVIA PLATH

| Diversão

    A Redoma de Vidro - Dois anos antes de suicidar-se em , a poeta Sylvia Plath elaborou esse romance sobre uma mulher - no fundo, ela mesma - que vai . 0. NOT ONE WORD HAS BEEN OMITTED. THE BELL JAR A Bantam Book Published by arrangement with Harper & Row, Publishers. CATALOGAÇÃO NA PUBLICAÇÃO SINDICATO NACIONAL DOS EDITORES DE LIVROS, RJ Pr Plath, Sylvia A redoma de vidro / Sylvia.

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    Era to longe que pensei que fosse morrer. A obra foi publicada na Inglaterra sob o pseudônimo Victoria Lucas, para preservar as pessoas que inspiraram seus personagens. Imaginei que era possvel que algumas das garotas do Amazon fossem secretrias na ONU, e que talvez ele j tivesse sado com uma delas. Ela saiu daqui direto para os escritórios da revista Time. Você sabe, Esther, que você tem o perfil perfeito de uma verda de ira. A Redoma de Vidro — Dois anos pas de suicidar-se ema poeta Sylvia Plath elaborou arrondissement romance sobre uma mulher — no fundo, ela mesma — que vai perdendo o senso até que sobra só um surrealista e vazio senso comum. Uma de serta trilha de golfe. Eu no tinha tido tempo de tomar caf da manh na lanchonete do hotel, exceto por uma xcara de caf velho, to amargo que fez meu nariz se contorcer, e estava morrendo de fome. Um dia eles viram um ninho num dos galhos, no qual havia um ovo comeando a rachar. Ele pôs a bola num escorregador íngreme e a de ixou. Ele parecia embaraçado. Uma marca de de do se. Eu posso ter passado direto em Física com minha nota A, mas eu estava de sesperada. Bia Pupato 26 de novembro de Eu fiquei horrorizada em ver como eu parecia enrugada e acabada. Você se lembra, certo, Lenny, que me de ve. D pra ver da minha janela expliquei.

    0. NOT ONE WORD HAS BEEN OMITTED. THE BELL JAR A Bantam Book Published by arrangement with Harper & Row, Publishers. CATALOGAÇÃO NA PUBLICAÇÃO SINDICATO NACIONAL DOS EDITORES DE LIVROS, RJ Pr Plath, Sylvia A redoma de vidro / Sylvia. único romance escrito pela poeta Sylvia Plath, A redoma de vidro (The Bell Jar ), publicado originalmente em Download full-text PDF. – A Redoma de Vidro – Sylvia Plath. itunes android baixar. Publicação - 09 de julho de 1 ano. Cecilia Garcia Marcon convida Larissa Saram e. Em , um livro chamado The Bell Jar, ou A Redoma de Vidro em português, era escolhido por Sylvia Plath para esta narrativa controversa. A história de.

    Eu me senti mal pelo Sr. Eu senti que deveria me ajoelhar diante dele e pedir desculpas por ser uma grande mentirosa. Jota Cê passou-me uma pilha de contos manuscritos e falou comigo de forma muito mais gentil. Jota Cê me interrompia de vez em quando para me dar conselhos ou fofocas. Jota Cê ia almoçar aquela tarde com dois famosos escritores, um senhor e uma senhora. O homem vendera seis pequenos contos para a revista New Yorker e seis para Jota Cê.

    Jota Cê disse que ela precisava ser bem cuidadosa durante esse almoço, porque a escritora também fez alguns contos, mas nenhum publicado no New Yorker, e Jota Cê só havia aceitado um de seus contos em cinco anos. Assim eu saberia o que fazer. Eu pensei no longo caminho que eu havia percorrido. Era um costume de minha faculdade, me contou a mocinha sardenta no Departamento de Bolsas de Estudo, escrever para a pessoa que garantia sua bolsa, se ainda estivesse viva, e a agradecer por isso.

    Eu li um dos livros da Sra. Rollmop numa isolada fazenda do interior? Guinea respondeu minha carta e me convidou para almoçar em sua casa. Foi onde vi meu primeiro vaso de lavanda. Quando saímos do interior bem iluminado dos salões do Dia das Senhoritas, nos deparamos com as ruas cinza e enfumaçadas por conta da chuva.

    As gotas caíam do céu do tamanho de xícaras de café e atingiam as calçadas quentes com silvos, que arrancavam do escuro concreto reluzente nuvens de vapor em espirais. Minha secreta esperança em passar a tarde sozinha no Central Park morreu nas portas giratórias de vidro, semelhantes a uma batedeira, do Dia das Senhoritas.

    O filme era bem ruim. Era um romance no mundo do futebol americano e era em Technicolor.

    Eu odeio Technicolor. Nesse momento eu comecei a me sentir estranha. Eu senti uma terrível ânsia de vômito. Os restos da chuva morna continuavam caindo quando chegamos à rua.

    Betsy parecia assustada. O corado de suas bochechas havia sumido e seu rosto apagado flutuava em minha frente, verde e suado. E ainda assim, o motorista parecia saber o que fazíamos. Para nossa sorte, era uma hora tranquila do dia. Betsy ficou enjoada novamente no elevador e eu segurei sua cabeça, e quando eu fiquei enjoada ela segurou a minha. Normalmente, depois de um bom vômito se consegue se sentir bem melhor.

    Nós nos abraçamos e dizemos até mais e fomos em direções opostas do corredor para deitarmos em nossos quartos. Mas no minuto em que fechei a porta, tirei a roupa e me pus na cama, me senti pior que nunca. Eu senti que só precisava ir ao banheiro. A ânsia chegava em grandes ondas pelo meu corpo.

    Eu podia sentir o inverno sacudindo meus ossos e fazendo meus dentes tiritar, e a grande toalha branca do hotel que eu arrastei comigo estava debaixo de minha cabeça dormente como um punhado de neve.

    Ela poderia simplesmente virar o corredor e encontrar outro banheiro, da forma que fiz e me deixar em paz. Mas a pessoa continuou a bater e a implorar para que eu a deixasse entrar e eu pensei reconhecer vagamente aquela voz. Soava um pouco como a voz de Emily Ann Offenbach. Minhas palavras eram vomitadas espessas como melado. A próxima coisa que pude ver foi o sapato de alguém. Era um sapato grande de couro preto bem velho, embaçado e com buraquinhos contornados por uma estampa, em curvas, sobre os dedos, que apontavam para mim.

    Eu ouvia com interesse. Eu deduzi que ela devia ser a dona dos sapatos pretos. Uma porta foi aberta ao longe, e ouviu-se vozes e gemidos, e a porta voltou a se fechar. Ela usava óculos com aros brilhantes e um gorro branco de enfermeira. Eu nunca vi algo assim. Alguém estava parado em frente ao meu travesseiro com uma xícara branca.

    Eu balancei minha cabeça. O travesseiro estalou como um amontoado de palha. Na fraca luz que parecia indicar o anoitecer e ao mesmo tempo o amanhecer, eu contemplei o claro líquido âmbar. Pedaços de manteiga flutuavam naquilo e um fraco aroma de frango subiu as minhas narinas. Eu curvei minha cabeça e tomei um gole do caldo. Parecia que minha boca era feita de areia. Tomei outro gole e outro e outro até a xícara ficar vazia.

    Eu me senti expurgada, sagrada e pronta para uma nova vida. Doreen pôs a caneca sobre o parapeito da janela e sentou-se na poltrona.

    Foi a carne de siri. Eles fizeram testes e estava atolado de ptomaína. Eu vi as delicadas patas de caranguejo rosa-mosqueadas sobressaindo de forma sedutora da camada de maionese e a suave banda amarela do abacate cercada pela sua pele verde-crocodilo, sustentando todo o desastre. Assim que vocês começaram a desabar como pinos de boliche alguém ligou para o escritório e o escritório comunicou ao Dia das Senhoritas e eles fizeram testes em tudo que restou do grande almoço.

    Era bom ter Doreen de volta. Vocês poderiam processar eles por cada moeda que eles tem, se conhecessem algum advogado esperto. Eu pude ouvir o farfalhar por um minuto e depois o som do papel rasgando. Finalmente ela voltou carregando um livro grosso com uma capa lustrosa e com nomes impressos por toda sua superfície.

    Doreen olhou para mim e eu retribui o olhar, e nós duas caímos na risada. Aos poucos eu despertei do fundo do meu sono negro.

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    Willard e de seus intérpretes. Eu nunca acreditei que a Sra. Willard fosse capaz de me apresentar a um homem chamado Constantin. Eu colecionava homens com nomes interessantes. Ele era alto e feio e intelectual e filho de um grande produtor grego de filmes em Hollywood, mas também católico, o que estragou tudo entre nós dois.

    Aos poucos eu me dei conta de que Constantin estava tentando marcar um encontro para nós, mais tarde.

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    Ele parecia embaraçado. Houve um silêncio. Willard sempre convidava você para comer um petisco. Eu lembrei que esse homem tinha sido um hóspede da casa da Sra. Willard quando chegou pela primeira vez à América — Sra. Willard fazia esses tipos de acordos em abrir sua casa para estrangeiros e quando ia para o exterior eles faziam o mesmo com ela. Agora eu via claramente que Sra.

    É no Amazon, certo? Um passeio imposto e um sanduíche pós-visita às Nações Unidas! Eu tentei levantar meu moral. Provavelmente o intérprete da Sra. Willard seria baixo e feio e eu terminaria o menosprezando, assim como eu acabei fazendo com Buddy Willard. Buddy Willard era um hipócrita. Eu tive experiências bem ruins tentando dar gorjetas para as pessoas em Nova Iorque. Quando eu cheguei ao Amazon pela primeira vez, um homem nanico e careca metido num uniforme do hotel carregou minha mala para o elevador e abriu o quarto para mim.

    Claro que eu corri imediatamente para a janela, para ver como era a paisagem dali. Eu poderia carregar aquela mala para meu quarto muito bem sozinha, o homem que parecia ansioso em fazer aquilo, por isso deixei que o fizesse. Eu pensei que esse tipo de serviço era incluído pelo o que você pagava pelo quarto do hotel. Eu odeio dar dinheiro para as pessoas fazerem aquilo que eu poderia fazer facilmente sozinha, me deixa nervosa. Eu peguei o livro que o pessoal do Dia das Senhoritas havia me mandado.

    Eu fui passando de história em história até finalmente chegar à história sobre uma figueira. Eu queria me arrastar entre aquelas linhas negras de tinta, como se arrasta por uma cerca, e dormir debaixo daquela linda e grande figueira verde. Era uma melodia muito distinta da qual Buddy Willard havia cantado pelos dois anos que tivemos para nos conhecer.

    Assim como as pessoas que você pensa estar curando. Eu creio que um bom poema dura mais que cem dessas pessoas juntas. Meu problema era ter tudo o que Buddy Willard dizia como a verdade divina. Eu me lembro da noite em ele me deu o primeiro beijo. Foi estranha a forma como Buddy havia me convidado para aquele baile. Eu estava em meu dormitório da faculdade, estudando sobre Pedro, o Eremita e Gualtério Sem-Haveres, para meu teste de História sobre as Cruzadas da segunda-feira seguinte, quando o telefone do hall tocou.

    Eu esperei um minuto para ver se alguém ia atender primeiro. Ela obviamente pensava que Buddy havia cometido um grande equívoco. Sentamos-nos lado a lado em cadeiras de balanço de vime. Eu vim aqui para o baile do segundo ano com Joan. Joan Gilling era de nossa cidade natal, ia a nossa igreja e era um ano adiantado de mim na faculdade.

    E ela era grande como um cavalo. Eu comecei a pensar que Buddy tinha um grande mau gosto. Joan é incrível. Eu nunca havia ido à Yale, e Yale era o lugar em que todas as veteranas do meu alojamento gostavam de ir aos fins de semana. Eu me vi abraçando a veterana da ronda. Peculiarmente, as coisas mudaram no alojamento depois disso. Bom, durante todo o baile Buddy me tratou como uma amiga ou uma prima. Eu me sentia monótona, vaga e cheia de sonhos despedaçados. Enquanto me beijava, mantive meus olhos abertos e tentei memorizar a imagem das luzes das casas, para que eu nunca esquecesse delas.

    Finalmente Buddy recuou. Eu soube no dia em que vimos o bebê nascer. Eles tinham a pele enrijecida, como couro de cor roxa e exalavam o cheiro de velhas jarras de picles. Depois disso, Buddy me levou para uma sala onde eles tinham grandes frascos de vidro cheios de bebês que haviam morrido antes do parto. O bebê no primeiro frasco tinha uma grande cabeça branca inclinada sobre o corpinho encolhido, do tamanho de um sapo.

    Eu estava muito orgulhosa de como eu encarava aquelas coisas medonhas de forma calma. Eu lembro de um slide ter mostrado uma linda garota sorridente com uma pinta preta na bochecha. Durante a tarde fomos ver o nascimento de um bebê. Buddy estava examinando uma esquisita placa de madeira na parede, que continha uma fileira de buracos, começando de um buraco do tamanho de uma moeda de um dólar e terminando com um do tamanho de um prato.

    Seria o fim da raça humana. Eu pensei que aquilo seria um tipo de droga que somente um homem poderia inventar. Eu ouvi as tesouras fecharem-se na pele da mulher como se fosse pano e o sangue começou a escorrer — intenso, vermelho vivo. A primeira coisa que o bebê fez foi mijar na cara do médico.

    Eu pensava que se você tinha que suportar toda aquela dor de qualquer maneira, você deveria, de uma forma ou outra, estar acordada. Eu sempre me imaginei me apoiando em meus cotovelos na mesa de parto, depois de tudo terminado — branca cadavérica, claro, sem maquiagem, por conta da tarefa suplicante, mas sorridente e radiante, com meu cabelo solto até a cintura, e tateando e alcançando o meu primeiro bebê, pequeno e encolhido, e dizendo seu nome, independente qual fosse.

    Foi ideia de Buddy. Cummings, traduzido para o português por Augusto de Campos.

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    Tudo o que eu ouvi, na verdade, era sobre como Buddy era fino e limpo e como ele era o tipo de pessoa para qual uma garota deveria se manter limpa e fina. Eu bebi o resto do Dubonnet e me sentei de pernas cruzadas no extremo da cama de Buddy e o pedi um pente. Eu nunca pensei por um minuto sequer que Buddy Willard pudesse ter tido um romance com alguém.

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    Eu quase caí. Ele parecia até aliviado de ter alguém para quem contar sobre como fora seduzido. Eu multipliquei três vezes dez e cheguei a trinta, o que parecia ir além de qualquer justificativa. Depois disso, algo em mim simplesmente se congelou.

    Ele estava sempre citando o que ela dizia sobre o relacionamento entre um homem e uma mulher, e eu sabia que a Sra. Assim como pensei, Buddy ficou envergonhado. E ele nem teve que pagar por um selo. Era realmente Buddy. Ele me contou que o raio-x de outono, feito anualmente, de tórax mostrou que ele contraiu tuberculose e que ele ganhara uma bolsa de estudos de medicina para alunos com tuberculose num sanatório em Adirondacks.

    Eu só senti um alívio maravilhoso. Eu vi suas bocas abrindo e fechando sem um som, como se estivessem sentados no deque de um navio em partida, me abandonando no meio de um grande silêncio. Eu comecei pela cozinha. Tinham um sabor diferente, e quando a perguntei se ela havia posto algo extra, ela disse queijo e sal de ervas.

    Eu a perguntei quem disse para fazer aquilo, e ela me disse que ninguém, ela simplesmente experimentou isso. Mas uma licenciada em Inglês que sabia taquigrafia era algo a mais. Todos gostariam de tê-la. O problema era que eu odiava a ideia de servir homens em qualquer forma. Eu queria ditar minhas próprias cartas emocionantes.

    Minha lista ficava maior. Eu era uma dançarina terrível. Eu nem mesmo sabia onde a maioria dos velhos países fora do caminho representados pelos homens nas Nações Unidas em minha frente se encaixavam no mapa.

    Eu vi minha vida estendendo seus galhos em minha frente como a figueira verde da história. Da ponta de cada ramo, como um figo roxo e grande, um maravilhoso futuro acenava e piscava. O restaurante que Constantin me levou tinha cheiro de ervas e tempero e sour cream. Todo o tempo em que estive em Nova Iorque eu nunca tinha encontrado um restaurante assim. Pôsteres de viagem cobriam as paredes esfumaçadas, como se as muitas imagens fossem janelas que davam vista para os lagos suíços e as montanhas japonesas e as pradarias africanas; e grossas, empoeiradas velas em garrafas, que pareciam por séculos terem derramado sua cera colorida vermelha sobre a azul e a azul sobre a verde, num fino amarro tridimensional, projetando um círculo de luz ao redor de cada mesa onde rostos flutuavam, também ruborizados e flamejantes.

    Desde que Buddy Willard me contou sobre aquela garçonete eu estive pensando que deveria sair com alguém e dormir com ele por impulso meu. Esse garoto -- seu nome era Eric — disse que achava repugnante a forma como todas as garotas da minha universidade ficavam nas varandas, sob a luz e nos arbustos, à plena vista, com loucas carícias com seus namorados antes do toque de recolher à uma hora, de forma que todos que passavam podiam vê-los.

    Conhecer no sentido bíblico, Eric disse. A prostituta que passara a noite com Eric nem ao menos tirou seu vestido. Ele iria até uma prostituta se precisasse e manteria a mulher que amava livre de todo aquele trabalho sujo. Quanto mais eu pensava sobre isso mais eu gostava da ideia de ser seduzida por um intérprete na cidade de Nova Iorque. Constantin parecia ser maduro e atencioso, de todas as formas.

    Willard me apresentou, como se ela fosse, indiretamente, culpada disso. Quando Constantin perguntou se eu gostaria de subir ao seu apartamento para ouvir uns discos de balalaica, eu sorri para mim mesma.

    Eu me senti comovida e perfeitamente certa do que eu estava prestes a fazer. É conhecida no Brasil como Revista Seleções. Eu pensava que uma mudança espetacular tomaria conta de mim no dia em que eu cruzasse a fronteira. Eu pensava que sentiria o mesmo se eu fosse visitar alguma vez a Europa. Eu chegaria em casa, e se eu olhasse de perto no espelho, eu seria capaz de distinguir pequenos Alpes brancos no fundo de meus olhos.

    Por fim eu senti uma dormência poderosa se acumulando em minhas veias, de todo o vinho amadeirado que eu havia bebido. Entrei descuidadamente no quarto e me agachei para tirar meus sapatos. A cama limpa balançava em minha frente como um bote salva-vidas. Eu me estirei e fechei meus olhos. Eu olhei para ele secretamente por debaixo de uma mecha de cabelo.

    As mangas brancas engomadas de sua camisa, dobradas nos cotovelos, cintilavam estranhamente na penumbra e sua pele bronzeada parecia quase negra. Eu pensei que se eu ao menos tivesse uma estrutura óssea bem torneada e afiada ou pudesse discutir política de forma sagaz ou fosse uma escritora famosa, Constantin acharia interessante o bastante dormir comigo. Essa é uma das razões porque eu nunca quis me casar. Eu acordei com o som da chuva. Estava um breu. Depois de um tempo eu decifrei o débil contorno de uma janela desconhecida.

    De vez em quando um feixe de luz aparecia do nada, atravessando a parede como um dedo fantasmagórico e exploratório, e deslizava novamente dentro do nada. Um olho verde reluziu ao meu lado, na cama. Era dividido em quatro partes como um compasso. Com ele veio um braço, pesado como o de um morto, mas quente como se estivesse apenas adormecido.

    O relógio de Constantin indicava três horas. Por alguns minutos me inclinei sobre ele, estudando-o. Eu nunca havia adormecido ao lado de um homem antes. Eu tentei imaginar como seria se Constantin fosse meu marido. Uma vez quando visitei Buddy eu encontrei a Sra. Ela havia gastado semanas naquele tapete, e eu admirara os tweeds marrons e verdes e azuis estampados na trança, mas depois que a Sra.

    E eu sabia que apesar de todas as rosas e beijos e jantares em restaurante que um homem mostrava para uma mulher antes dele se casar com ela, o que ele secretamente queria quando a cerimônia de casamento terminasse era que ela se estirasse sob seus pés, como o capacho da Sra.

    Constantin se sentou, bocejando. Eu tenho que estar no trabalho assim que me levantar. Um pequeno choque elétrico se acendeu em mim e continuei sentada, quieta. Desde quando eu era pequena eu adorava sentir alguém penteando meu cabelo. Me fazia me sentir sonolenta e cheia de paz. Uma hora depois eu deitei na minha cama de hotel, ouvindo a chuva. A cada vez que chovia a antiga perna quebrada parecia reviver, e o que relembrava era uma ferida apagada.

    Capítulo 8 Sr. Willard me levou de carro à Adirondacks. Era o dia depois do Natal e um céu cinza se inchava sobre nós, cheio de neve. Eu me sentia farta, desanimada e desapontada, da forma como eu sempre me sentia pós-Natal, como se os ramos de pinho, as velas, os presentes de laços prateados e reluzentes, a fogueira com lenha de bétula, o peru de Natal e os cânticos natalinos no piano prometessem nunca ir embora.

    No Natal eu quase desejava ser católica. Primeiro Sr. Willard dirigiu e logo eu dirigi. Eu estava tentada a dizer ao Sr. Willard de ir adiante, que eu pegaria uma carona para casa. Mas uma olhada no rosto de Sr. Willard embalou para nosso almoço. Willard me olhou amavelmente. Eu podia dizer que ele estava para falar algo sério, porque se mostrava muito acanhado, e eu o ouvi limpar a garganta da mesma forma que fazia antes de dar uma importante palestra de economia.

    Willard ia anunciar que a Sra. Willard deve ter pensado que eu chorava por estar muito feliz por ele querer ser um pai para mim. Eu passei para o assento que ele havia deixado e ele ligou o carro e nós partimos. Eu acho que esperava uma espécie de chalé de madeira empoleirado no topo de uma montanhazinha, com rapazes e moças de bochechas rosadas, todos muito encantadores mas com brilhantes olhos tísicos, deitados cobertos com mantas grossas nas sacadas externas.

    Toda sua filosofia de vida era estar de pé e aproveitando cada segundo. Numa mesa baixa de centro, com manchas circulares e semicirculares encravadas na madeira folheada escura, repousavam umas poucas murchas edições da Time e da Life.

    Eu passei para a metade da revista mais próxima. Depois de um tempo eu percebi um barulho artificioso e gotejante. Uma campainha soou. Portas abriram e fecharam ao longe. Eu o cumprimentei. Buddy se empoleirou diante de nós, na borda de um braço de cadeira bambo. Ele continuou sorrindo, como se os cantos de sua boca estivessem presos à um fio invisível. Mas toda a concavidade de Buddy de repente tornou-se convexa. Até sua risada soava gorda. Os olhos de Buddy encontraram os meus. Buddy abriu uma porta marrom, e nós entramos um de cada no pequeno quarto.

    Uma cama encaroçada, envolvida por um fino pano branco, com estampa de risca azul, tomava a maior parte do espaço. Eu tinha pensado que Sr. Willard ia passar a noite para me levar de volta no dia seguinte.

    Willard tirou uns papéis de sua carteira e os passou para Buddy. Eu senti como se o Sr. Willard tivesse me abandonado. Willard nunca havia estado doente por um dia de sua vida. Eu me sentei na cama de Buddy. Buddy remexeu seus papéis preocupado. Depois me passou uma revista fina e cinza. Eu pulei de imagem em imagem sobre as lanternas de papel e palmeiras verde mar e conchas com vincos, como parte da arquitetura grega.

    Você que escreveu. Buddy se sentou ao meu lado. Ele pôs seu braço ao redor de minha cintura e afastou o cabelo de minha orelha. Buddy Willard? Em pensei em como aquela pergunta teria me impressionado no período de cinco ou seis anos em que adorei Buddy Willard de longe. Buddy me viu hesitar. Um ano a partir desta primavera, no mais tardar Estou decidida. O sorriso de Buddy se apagou um pouco. Eu sou uma neurótica. Eu voarei de um lado para o outro entre uma coisa ou outra pelo resto dos meus dias.

    Eu nunca havia esquiado antes. Ainda assim, eu pensei que eu poderia aproveitar a vista enquanto eu tinha a chance. De todos os lados ao meu redor os esquiadores com jaquetas vermelhas e azuis e brancas desciam cortando a ofuscante pista de esqui como pedaços fugitivos da bandeira americana.

    Desde o pé da trilha de esqui, a cabana de madeira falsa deixava que suas canções populares projetassem-se sobre o silêncio. Gazing down on the Jungfrau From our chalet for two Mirando Jungfrau abaixo De nosso chalé para dois A cadência e o estrondo passaram por mim como um arroio invisível num deserto de neve. Eu esqueci qual prêmio era, mas eu podia simplesmente ver Buddy em seu jaleco branco, com seu estetoscópio saindo de seu bolso lateral como parte de sua anatomia, sorrindo e reverenciando e incitando aqueles parentes débeis, imbecis a assinar a papelada de autópsia.

    Depois, Buddy pegou um carro emprestado com seu próprio médico, que também tinha tido tuberculose e que era muito compreensivo, e nós partimos assim que a campainha para a hora da caminhada afligiu os corredores sem sol do sanatório. Buddy parecia satisfeito com meu progresso. Todas aquelas pessoas que desceram do topo sabiam ziguezaguear. Seus braços cortavam o ar como moinhos de vento de cor caqui. Mas assim que me senti confiante, inquieta, com a garganta seca, o branco caminho seguro sob meus pés se tornou embaçado.

    Eu olhei do ponto mais alto daquele nauseante anfiteatro até a vista além daquela cena. Eu medi a distância até Buddy com os olhos. Eu fui montanha abaixo. Meus dentes mascaram um bocado de cascalho. O rosto de Buddy pairou sobre mim, perto e enorme, como um planeta distraído.

    A cerca de madeira se apoiava as minhas costas.

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    Um sol claro e imparcial brilhou no topo do céu. Você vai usar gesso por meses. Verde bile. Estavam promovendo para o outono, e somente Hilda, como de costume, levava um semestre adiante. Verde bile com preto, verde bile com branco, verde bile com verde nilo, seu consanguíneo. Sinopses de moda, prateadas e cheias de nada, enviavam suas bolhas suspeitas para meu cérebro. Elas vinham à superfície com um estouro surdo.

    Depois de dormir tarde a noite passada eu me senti muito desanimada para elaborar uma desculpa para poder voltar ao meu quarto para pegar a luva, o lenço, o guarda-chuva, o caderno que eu esqueci.

    Hilda se moveu como um manequim por todo o percurso. Bom, a voz de Hilda soava exatamente como a voz daquele dybbuk. Ela olhava seu próprio reflexo nas vitrines lustrosas das lojas como se fizesse isso, momento a momento, para ter certeza de que continuava existindo.

    Betsy havia espiado meus pés por debaixo das portas. Deveria ser algo que mostrasse o que inspirava poemas. O fotógrafo enrolou com suas quentes luzes brancas.

    Infladas nuvens teatrais deslizavam da direita para a esquerda. Eu senti que era muito importante manter a linha da minha boca nivelada. Quando levantei minha cabeça, o fotógrafo havia sumido.

    Jota Cê também havia sumido. Eu me senti fraca e traída, como a pele mudada de um terrível animal. Era um alívio estar livre do animal, mas parecia que meu espírito tinha ido com ele, e tudo aquilo que ele poderia por suas patas.

    Parecia ferido e inchado e coberto de cores feias. Jota Cê retornou singela após um intervalo decente com os braços repletos de manuscritos. E em um ano Eu decidi que surpreenderia Jota Cê e a enviaria um par de contos que eu escreveria nessas aulas sob um pseudônimo.

    Eu também tive uma ideia pouco promissora de que se eu andasse só pelas ruas de Nova Iorque por toda a noite, algo do mistério e da magnificência da cidade seria por fim passado para mim. Mas eu desisti disso. Elas pareciam ter identidades diferentes e obstinadas em si que se recusavam a ser lavadas e dobradas e guardadas. Eu usarei isso. Doreen bateu na porta verde com a aldrava dourada. Discussões e risadas de homem, interrompidas, soaram do lado de dentro.

    Doreen desapareceu em seus braços. Eu pensei que poderia ser a pessoa que Lenny conhecia. Uma grandiosa luz branca parecia se desprender dele, iluminando o cômodo. Logo a luz se retraiu em si mesma, como deixando uma gota de orvalho num campo de ouro.

    Eu pus um pé frente ao outro. Minha unha bateu levemente numa faceta vítrea. Ele se ofuscou e dançou com a luz como um cubo de gelo celestial. As faces estavam vazias como pratos, e ninguém parecia estar respirando.

    Eu olhei para meu braço. Uma marca de dedo se arroxeou visivelmente. Marco olhou para mim. Quando bati com meu dedo na jaula de vidro reforçado, a cobra abriu suas mandíbulas mecânicas e parecia sorrir. Eu nunca tinha conhecido um odiador de mulheres antes. Eu nunca tinha experimentado um daiquiri antes.

    Eu dançarei. Marco me levou por entre a porta dupla até o jardim. Marco sacou um charuto fino e isqueiro prateado no formato de um projétil. Sua cara, com suas sombras exageradas e planos de luz, parecia alienada, estrangeira e aflita, como a de um refugiado.

    Eu o olhava. Lama se comprimia por entre meus dedos. Marco esperou até que eu me levantasse pela metade. Eu comecei a me contorcer e a morder. Marco me prensava contra a terra. Ele virou-se, procurando o ferimento. Era como bater num escudo de aço de um encouraçado.

    Marco se sentou. Eu comecei a chorar. Marco sacou um lenço branco e o passou levemente em seu nariz. Negrume, como tinta, se espalhou por todo o pano branco. Eu chupei meus salgados nós dos dedos. Eu quero ir para casa. Olhe nos assentos traseiros de todos os carros. Eu comecei a andar. Marco se pôs de pé de um salto e bloqueou meu caminho.

    Me dê ele. Eu permaneci nas margens das sombras, assim ninguém notaria a grama empastada em meu vestido e tamancos, e com minha estola preta eu cobri meus ombros e seios nus. Eu perguntei de um carro a outro até que finalmente encontrei um carro que tinha um lugar e que me deixou no meio de Manhattan.

    Uma brisa forte levantou o meu cabelo. Aos meus pés, a cidade apagava suas luzes no sono, suas construções se escurecendo, como se fosse para um funeral. Eu segurei o trapo de pano que havia trago e o estirei de uma cauda alva.

    Eu a balancei, como uma bandeira de trégua, uma, duas A brisa a tomou, e deixei ir. Um floco branco flutuou noite adentro, e começou sua lenta descida. Eu me perguntei em que rua ou telhado ele iria descansar. Capítulo 10 O rosto no espelho parecia com o de um índio doente. Que bagunça era o mundo! Eu olhei para baixo, para minha saia e blusa nova. A saia era um dirdnl verde com pequenas formas pretas, brancas e azuis elétrico a cobrindo, e que se afunilava como um abajur.

    Em vez de mangas, a blusa branca com ilhós tinha babados nos ombros, frouxos como as asas de um anjo novo. Um reflexo abatido de mim mesma, com asas brancas, rabo-de-cavalo castanho e todo o resto, reverberou como um fantasma sobre a paisagem. Uma mulher no banco oposto levantou os olhos por cima de sua revista. Elas pareciam tocantes, e um tanto espetaculares, e eu pensei que eu as carregaria comigo por aí, como relíquias de um amante morto, até que elas desaparecessem por vontade própria.

    Muitas outras pessoas pareciam mais estranhas que eu. Os abacates estavam verdes, para que se conservassem bem, e cada vez que eu levantava ou descia minha mala ou simplesmente quando a carregava, eles eram atirados de um lado para o outro com seu estrondo particular. Minha mala retumbou e chocou-se enquanto eu atravessava o longo corredor. Tinha cheiro de gramados garoados e camionetas e raquetes de tênis e cachorros e bebês.

    O estofamento parecia escorregadio e limpo. O carro ronronou, ganhando vida. Agora eu via isso cambalear e se dissolver, e um corpo numa blusa branca e numa saia verde despencava lacuna adentro. Eu tinha esperado por isso. Eu me encolhi de forma furtiva, meu nariz se nivelou com a borda da janela, e assisti as casas externas de Boston deslizarem. Com as casas tornando-se mais familiares, mais eu continuava me encolhendo. O teto acolchoado de cor cinza do carro encerrava-se sobre minha cabeça como o teto de uma viatura policial, e as casas americanas coloniais brancas, brilhantes e idênticas, com seus interstícios de verde bem cuidado avançando de barra em barra, como uma cela grande e à prova de fuga.

    O soprano guincho das rodas de carrinho de bebê castigava meus ouvidos. Sol se infiltrava pelas persianas, enchendo o quarto com uma luz sulfurosa. A idêntica cama ao lado da minha estava vazia e desarrumada. Logo o zumbido do espremedor de laranjas soou no andar de baixo, e o cheiro de café e de bacon se infiltraram por debaixo de minha porta. As rodas de carrinho de bebê guincharam novamente. Eu escorreguei para fora da cama, direto para o tapete, e silenciosamente, de gatinhas, me arrastei para ver quem era.

    Isso ficou claro para mim por conta de nossa vizinha do lado, uma mulher maliciosa chamada Sra. Com enorme cuidado, levantei meus olhos ao nível do parapeito da janela. Um sorriso sereno, quase religioso, estava aceso no rosto da mulher. Eu conhecia bem a mulher. Era Dodo Conway. Dodo Conway era uma católica que tinha vindo de Barnard e que se casou com um arquiteto que tinha vindo de Columbia e que também era católico. Dodo me interessava, apesar das minhas concepções.

    A casa dela era diferente das outras da vizinhança em seu tamanho era muito maior e em sua cor o segundo andar fora construído com ripas marrom escuro e o primeiro era de estuque cinza cravejado com pedras cinzas e roxas no formato de bolas de golfe e troncos de pinheiro completamente escondiam isso de vista, o que era considerado antissocial em nossa comunidade de gramados adjacentes e acolhedores, e de sebes de um metro de altura. Ela tinha um desconto do leiteiro local.

    Todo mundo gostava de Dodo, embora o tamanho proeminente de sua família fosse o assunto na vizinhança. Eu observei Dodo empurrar o Conway caçula para cima e para baixo. Ela parecia fazer isso pelo meu bem. Crianças me deixavam doente. Eu engatinhei de volta para a cama e puxei o lençol sobre minha cabeça. Depois de um tempo ouvi o telefone tocar na entrada de casa, no andar de baixo. Eu apertei o travesseiro contra meus ouvidos e me dei cinco minutos.

    O telefone tinha parado de tocar. Quase de imediato, começou novamente. Praguejando qualquer amigo, parente ou estranho que farejou de longe minha chegada em casa, eu desci as escadas descalça, na ponta dos pés. Eu levantei o fone. Ela e duas outras garotas da minha faculdade tinham alugado um apartamento grande de quatro estudantes de direito de Harvard, e eu tinha planejado me instalar com elas quando meu curso de escrita começasse.

    Jody queria saber quando elas podiam esperar por mim. Faça algum outro curso. Fale com ela. Eu vaguei até a sala de jantar. Eu meti a carta de volta no envelope, selei com uma fita adesiva, e a reenderecei à Buddy, sem por um selo novo. Eu achei que a mensagem devia valer uns bons três centavos. Isso acertaria as contas com muitas pessoas. Depois pus a mesa de jogos na pérgola encoberta entre a casa e a garagem.

    Um grande arbusto imerso de falsos-jasmim bloqueava a vista da rua em frente, a parede da casa e da garagem tomavam conta de ambos os lados, e um grupo de bétulas e uma cerca viva me protegia da Sra.

    De uma mente alheia e distante, eu vi a mim mesma sentada na pérgola, cercada por duas paredes brancas de ripa, um arbusto de falso-jasmim, um arvoredo de bétulas e uma cerca viva, pequena como uma boneca numa casa de boneca. Minha heroína seria eu mesma, só que disfarçada.

    [Resenha] Redoma - Meg Wolitzer

    Ela se chamaria Elaine. Eu contei as letras em meus dedos. Havia seis letras em Esther, também. Eu me reclinei e li o que tinha escrito. Ela somente concordava comigo gentilmente, como uma pessoa inteligente e madura age com outra. Inércia escorreu como melado pelos membros de Elaine.

    Eu precisava de experiências. Como eu podia escrever sobre a vida sendo que nunca tive um caso amoroso ou um bebê ou mesmo vi alguém morrer? Como eu podia competir com esse tipo de coisa? Eu também estaria economizando um tanto de dinheiro.

    Logo ela se pôs diante do quadro e rabiscou pequenos arabescos com um giz branco enquanto eu sentava numa cadeira e assistia. De início eu me senti esperançosa. E, enquanto eu estava sentada ali e assistia, os arabescos de giz branco se embaraçaram em algo sem sentido.

    Uma hora mais tarde a porta se abriu alguns centímetros, e ela se insinuou para dentro do quarto. Eu ouvi o crepitar de suas roupas assim que ela se despiu. Ela subiu em sua cama. Com a fraca luz da rua que se infiltrava através das persianas corridas, eu podia ver os grampos em seus cabelos brilhando como uma fileira de pequenas baionetas. Eu decidi que iria adiar o romance até ter ido a Europa e ter um amante, e que eu nunca aprenderia uma palavra com taquigrafia.

    Depois pensei em trancar a faculdade por um ano e aprender artesanato. Ou preparar minha viagem para Alemanha e ser uma garçonete, até me tornar bilíngue. Eu vi os anos de minha vida se espaçarem por uma estrada, como postes telefônicos, unidos por fios. Eu contei um, dois, três O quarto tornou-se azul aos meus olhos, e me perguntei onde a noite tinha ido. Elas me mostravam a tela vermelha e crua de seus pequenos vasos, como uma ferida. Teria que pesar mais ou menos uma tonelada para me fazer dormir.

    Onde encontro em PDF "A redoma de vidro"?

    Talvez fosse um pub em Dublin. Eu contei as letras. Havia exatamente cem. Eu pensei que isso podia ser importante. Por que devia ter cem letras? Titubeantemente, eu tentei falar em voz alta. Soava como um pesado objeto de madeira caindo escada abaixo, bum bum bum, degrau após degrau. As letras se tornaram farpadas e afiadas como chifres de um carneiro. Eu decidi descartar minha tese. Eu decidi descartar todo meu Programa de Honra da faculdade e me tornar uma estudante comum de Letras em Língua Inglesa.

    Eu fui checar os requerimentos para uma estudante comum de Letras em Língua Inglesa na minha faculdade. Eles permitem que se faça isso com os cursos extras, te dando mais liberdade. Eu tinha tanta liberdade que passei maior parte do tempo estudando Dylan Thomas.

    Uma amiga minha, que também estava no programa de cursos optativos, nunca tinha lido uma palavra de Shakespeare; mas era uma verdadeira expert nos Quatro Quartetos. Era ainda pior. Isso me surpreendeu. Eu vi que eles nem ao menos me deixariam passar pela porta, quanto mais me darem uma farta bolsa de estudo como a que eu tinha em minha faculdade.

    Eu achei melhor trabalhar por um ano e refletir um pouco as coisas. Eu podia ser uma garçonete ou uma datilógrafa. Minha tia Libby tinha se casado com um italiano, e Teresa, era cunhada da minha tia e era nossa médica de família.

    Eu gostava de Teresa. Ela tinha um toque gentil e intuitivo. Eu achava que devia ser porque ela era italiana. Houve uma pequena pausa. De início eu me perguntei por que a sala inspirava tanta segurança. O ar condicionado me fez tremer. Eu ainda estava vestindo a blusa branca de Betsy e a saia de dirndl. Eu vi os dias do ano se alongando adiante como uma série de brilhantes caixas brancas, e separando uma caixa da outra estava o sono, como uma sombra preta.

    Somente para mim, a grande perspectiva das sombras que separavam uma caixa da outra tinha subitamente se padronizado à claridade, e eu pude ver dia após dia brilhar de forma ofuscante diante de mim como uma ampla avenida infinitamente deserta e branca.

    Parecia idiota lavar um dia quando teria que lavar novamente no dia seguinte. Deixava-me cansada só de pensar nisso. Doutor Gordon esperou. Eu o odiei no minuto em que passei pela porta. E assim, eu pensava, ele me ajudaria, passo a passo, a ser eu mesma novamente. Ele era jovem e de boa aparência, e pude ver imediatamente que era um presunçoso.

    Doutor Gordon tinha uma fotografia em sua mesa, numa moldura prateada, que encarava metade ele e metade minha cadeira de couro. O que eu achava estar errado? Fazia soar como se nada estivesse realmente errado, eu só pensava estar errado. Quando eu terminei, doutor Gordon levantou sua cabeça. Eu pensei que ele ia me dizer seu diagnóstico, e que talvez eu tinha o julgado precipitadamente e de forma um tanto cruel. Eu fui médico do grupo, antes de ser mandado para o exterior.

    Nossa, elas eram um grupo de garotas lindas. Depois, com um suave movimento, ele se pôs de pé e se dirigiu a mim beirando o canto de sua mesa. Eu a abri e puxei de volta com uma batida seca. Doutor Gordon custava vinte e cinco dólares por hora. Eu pensava que se um dia fosse a Chicago, eu poderia mudar para sempre meu nome para Elly Higginbottom. Em Chicago, as pessoas me aceitariam pelo o que eu era. Pessoas me amariam pela minha natureza doce e quieta. E um dia eu simplesmente me casaria com um viril, mas tenro mecânico e teria um grande rebanho como família, assim como Dodo Conway.

    Se tivesse alguma chance de eu me permitir isso. Era a frase mais longa que eu havia dito, e ele parecia ter ficado surpreso. Ele empurrou seu quepe branco, em forma de cupcake, de marinheiro para um lado e coçou a cabeça.

    O marinheiro me deu um largo sorriso. Ele tinha um aspecto nórdico e virginal. Agora que eu era uma ingênua parecia que eu atraía pessoas limpas e bem vistas. Depois ele olhou rapidamente da esquerda para a direita.

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    Willard estava em seu chalé em Adirondacks. Fitei a mulher se afastando com um olhar vingativo. Ela fez uma pequena trilha quente até minha bochecha. Eu escavei em minha bolsa e achei os restos da minha carta a Doreen. Você se importa? Eu pensei que ele a diria que eu devia ficar trancada. Depois assisti ela se tornar maior e maior enquanto voltava para o carro. Ela ligou o carro. Ele acha que você deva ter algumas sessões de eletrochoque em seu hospital particular em Walton. Eu pensei que ela estava mentindo.

    George Pollucci se deixou ser socorrido em segurança através da janela mais próxima pelo Sgto. Will Kilmartin da força policial da rua Charles. Eu quebrei a casca do amendoim do pacote de dez centavos que comprei para alimentar os pombos, e o comi.

    Eu senti que ele tinha algo importante para me dizer, e o que fosse, estava escrito em sua cara. Confesso que sua resenha despertou minha curiosidade e fiquei bem cativada com o livro, adorei a premissa e parece muito interessante! Puxa,que jeito legal de fazer resenha,gostei muito da capa e acho que leria sim :. Oie, tudo bom? É uma história bastante interessante e esse grupo formado nessa aula parece render uma boa narrativa.

    Me apaixonei pela capa!

    Carolina Garcia 14 de novembro de Mariana Fontana Szewkies 15 de novembro de Gaby Cortez Harket 15 de novembro de Helana Ohara 16 de novembro de Joanice Oliveira 16 de novembro de Danielle Peçanha 16 de novembro de Déborah 17 de novembro de Kétrin Galvagni 17 de novembro de Gabrielly Marques 17 de novembro de Yasmim Borges 21 de novembro de Bia Pupato 26 de novembro de Aline Gonçalves 30 de novembro de Olívia Sousa 6 de dezembro de Café Ls 7 de dezembro de Monique Fonseca 18 de setembro de Carregar mais Twitter Tweets de MarcaLiterarias.

    Eu sou a Érika e espero que gostem do texto de hoje Sou grata pelo fim de tarde Editoras Parceiras.