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O TEMOR DO SABIO EPUB BAIXAR

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postado por Cecily

O TEMOR DO SABIO EPUB BAIXAR

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    Desviamos nossa energia para um canal paralelo. Ou o sangue brotando vermelho de uma ferida! NUNCA faça isso com uma pessoa de mentalidade menos evoluída, insegura de si, ou mal humorada. Eis, talvez, um argumento a favor de S. Homem desinteressado naquela jovem a ponto de ser grosseiro! Vejam só que importância do "EU" na linguagem daquele corpo simbólico! Em stock - Envio 24H. Você pode ler este item utilizando qualquer um dos seguintes dispositivos e aplicativos Kobo:. A inferência é clara: A cultura do Oriente percebe mais a linguagem do corpo do que nós, integrando em Gestalt o que nós, neste estudo, buscamos reconstruir de fragmentos de Esfinge. The University, a renowned bastion of knowledge, attracts the brightest minds to unravel the mysteries of enlightened sciences like artificing and alchemy. Livros em PDF, vai tentar fazer o melhor possivel pra sastifazer seus leitores.

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    Humilde e respeitoso, um senhor abriu a porta. Ficou em pé, rezando, apoiado na madeira do esquife por largos minutos.

    Quando terminou, fez o sinal da cruz e se virou para a sala. A falta de quórum o constrangeu. Ignorando a reserva de Irene, avançou até a cadeira vizinha à dela. Que coisa…, balbuciou o homem. Pois é, que coisa, respondeu Irene. Melhor interrompê-lo. O tempo voa.

    Irene cogitou gritar por ajuda, tinha horror a clichês. É pra frente que se anda. O porteiro era uma metralhadora giratória de frases feitas.

    De uma hora pra outra, interrompeu o discurso. Deve ter cansado, pensou Irene, e deu graças por isso. Eu perdi minha mulher faz um mês. Ela… ela…, a voz embargou. Apesar das tentativas, foi impossível seguir adiante. Irene assistiu à pantomima de dor, ao vai e vem do pranto, aos espasmos e soluços, aos gestos desconexos.

    Ansiosa, olhou para a porta. Achei alguém para chorar o teu pai com você! E a senhora? Ah…, e se recompôs diante da objetividade da interlocutora.

    Irene o perdoou pelo transtorno e o assunto acabou subitamente. Ficaram calados, olhando o infinito. A praticidade da ex-mulher do condômino ajudou-o a voltar aos eixos. Rita chegou quase uma hora depois do porteiro. Seu luto se transformara numa burocracia infernal de carimbos, vias e assinaturas. Um problema com a papelada fez com que o enterro do pai fosse adiado para o fim do dia.

    Irene controlou o desespero. Ficar ali ainda uma hora. Foi uma fatalidade. Eu sei, concordava Rita. Irene ouvia entediada, tinha sono.

    Ainda faltavam uns bons palmos de azul para o entardecer. Sendo assim, Irene se voltou para ouvir o papo arrastado de Rita com o grilo falante.

    A luminosidade da janela dilatara as pupilas, o que fez com que seus olhos demorassem a se ajustar à pouca claridade do interior. O teto empreteceu, Irene sentiu vertigem e se amparou no espaldar do assento. Recostou a cabeça na parede, teve calma e aguardou a cegueira passar. Rita e o porteiro haviam saído. Pedia socorro. Acordou com um sobressalto.

    Irene demorou a focar. Quatro e meia. Eu estou cansada, preciso ir. Voltou para o velório. Estava em pé, em frente à entrada, quando alguém entrou chutando a porta. Rita, Irene e o porteiro se voltaram surpresos. Quem chamou este palhaço? Rita, foi você? Irene encarou-o indignada. Se a natureza fosse justa, a próxima seria ela. Preferia ser transferido para uma comunidade pequena, onde ainda houvesse fiéis.

    Via o quanto os seres urbanos eram hostis e descrentes da paz eterna. O entusiasmo de seminarista cedera espaço a um isolamento estéril, sem saída. Sonhava em celebrar casamentos, batismos, tudo menos aquilo. O convívio excessivo com a morte o tornara insensível. Padre Graça esperava resignado. Por isso, a perspectiva de enfrentar a sequência de velórios, no longo dia quente que se anunciava, lhe consumia os sentidos.

    Teria perdido a fé? A ideia de abandonar a batina o seduzia especialmente à noite, como um demônio insistente.

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    Estava cansado da cruzada contra o fogo amigo dos evangélicos e o inimigo dos ateus. Perdemos a luta. Apesar da tristeza, os parentes se mostraram resignados com a partida da matriarca. Católicos praticantes, se empenharam na missa. No final, agradeceu aos presentes e confessou: Entrei aqui sem esperança, saio com ela redobrada. Novamente abalado pela quantidade de vezes em que Deus parecia dormir, padre Graça se deixou arrastar pelo pessimismo. Sou um coveiro de Deus, desabafou em voz baixa.

    Chegou a reduzir a marcha, certo da incapacidade de oferecer conforto. Preciso eu de consolo. O engano residia na benevolência passiva do sacerdote. De que serve a misericórdia? O catolicismo deve eleger a firmeza como aliada. Sou um pastor, percebeu, mas me castro na pele de ovelha.

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    Afaste de mim a bondade. Serei impiedoso, viril, romano, bélico e voraz. O lado terrível do ser divino. O Antigo Testamento é meu guia. Padre Graça calou-se, parado, segurando a porta entreaberta, sem saber se aquele era o início ou o grand finale da missa. Padre Graça pousou os olhos numa velha dama elegante que o mirava assombrada. Era Irene. A próxima. Graça arrependeu-se da bravata, ensaiou uma reverência acanhada e partiu sem fechar a porta. O dia estava encerrado. Sua carreira também.

    Eu tenho que ir, Rita! Cadê o Cézar? Mas, antes que soltasse o desabafo, os coveiros chegaram para dar a saída. Irene foi junto. Como era bom se sentir segura, e como foi duro perder as certezas. A adolescência destruiu-lhe a graça, a escola a inocência e os homens a delicadeza.

    O enterro, o velório, tudo veio inteiro e de uma vez. Quanto tempo tinha ainda? Nem a filha precisava mais dela, a verdade é que mal se viam. Naquela noite, sonhou. Estava na praia. Era magro, forte e bonito. Sorriu para Irene. Que bom, Irene. E a beijou. Depois, ficaram assim, enlaçados. No dia seguinte, levou a filha até o aeroporto. Falou do pai como os filhos costumam falar após as exéquias, com cerimônia. Irene ouviu, era seu papel ouvir. Era a hora de Rita contabilizar seus feitos e de Irene dar valor à maturidade da filha.

    Fingiu dar. Na despedida, abraçou a cria, lembrou dela neném, do futuro que projetara para ela, do choro, das aflições, das brigas, depois olhou para a mulher na sua frente.

    Rita havia crescido, aceitara uma existência modesta no interior, com um homem medíocre, mas sólido, fiel e presente.

    Possuía o bastante da passividade bovina do pai para se contentar com a vitória dos meninos no futebol, com a novela das nove e o Carnaval no clube. Era feliz, bem mais do que Irene. E de Irene havia herdado o brio. Era submissa à vida doméstica, mas nunca ao marido.

    Conseguira a vitória onde Irene falhara, soubera controlar os impulsos e se satisfazer nas insatisfações. Rita cumpria com mestria as duas grandes obrigações do mundo moderno, ser jovem e ativa.

    Ia à academia diariamente, comia direito e passava cremes à noite. Cuidava da contabilidade da clínica de exames do sogro. De qualquer maneira, era um presente melhor do que o que prometera a nefanda adolescência.

    A pele de Rita estourou de espinhas, os quadris alargaram e a barriga, engraçada aos quatro, preocupava aos doze. A mesma rotina ocorreu nos anos seguintes. O pior veio depois, quando passou a desdenhar dos folhetins e deixou de tomar banho. Botava Led Zeppelin para a vizinhança ouvir e respondia com raiva a qualquer pergunta que lhe fizessem. Irene era a sua inimiga figadal. Pagou e passou. Tudo parecia perdido. Quinze dias em Ouro Preto na companhia de umas amigas igualmente bizarras.

    Rita perdeu a virgindade em Ouro Preto, tinha dezoito anos, e voltou outra. O namoro com o Cézar engatou e tudo nela amainou. Casou-se com vinte e um, depois de um longo noivado, e se mandou para Uberaba.

    Teve dois filhos homens e acabara de perder o pai. Vai morrer em paz, pensou Irene, é uma qualidade e tanto. E abraçou a filha, dessa vez, com o merecido respeito. Ficaram a sós, ela e as suas frustrações. Ela apareceu bêbada.

    Chegou dizendo que precisava de dinheiro e se arrumou para sair. Tinha acabado de escurecer. Fez isso na minha frente e saiu andando pelo corredor. Eu achei demais aquilo, barrei a porta e mandei ela botar o dinheiro de volta. A Rita me empurrou com força e tentou virar a chave, eu puxei ela pelo cabelo, a cabeça bateu na quina do batente. Ela sempre foi difícil. Você é difícil? O regozijo do grupo crescia a cada fracasso seu.

    A bolha. Logo ela, que apanhava em casa e tinha um filho drogado. E pra alguém que te coma direito. Havia a suspeita de que ele estivesse tendo um caso com Vera. A analista sofrera grandes transformações, emagrecera, passara a usar saia, salto alto e batom.

    A mudança coincidira com a chegada de Paulo, que nunca falava dele e se divertia com o psicodrama dos outros. Paulo gostava de concluir os ataques endereçados a Irene com frases irônicas, sempre machistas, tiradas sobre a carência feminina e as glórias do pênis. Irene terminava as sessões massacrada, Vera mal intercedia.

    Era como se a doutora a houvesse abandonado nua, em meio à savana, para ser devorada por lagartos carnívoros. Saiu do elevador escondendo o rosto inchado de choro. Resolveu caminhar. Como é feio Botafogo. Era uma boa sogra, silenciosa, discreta, mas havia um mês dormia no escritório. Mas ele voltou. Só para morrer perto da gente, disse a sogra emocionada. Velho se emociona à toa. Agora, caminhava a esmo por Botafogo, sem lugar.

    Se pudesse, trocaria de pele, sairia de si, mudaria de nome, começaria tudo outra vez. Até completar trinta, Irene achou que atravessava um período de teste, vendo o que acontecia, jogando por jogar, mas, depois que a filha deixou de ser bebê, percebeu que o futuro se define cedo. Rita era insegura, chata e gorda, além de pouco dotada intelectualmente. A menina foi matriculada num colégio tradicional, católico e exigente. Os pequenos problemas de aprendizado tomaram proporções catastróficas.

    Para evitar a repetência, a família achou por bem trocar de escola. Optaram por Piaget. Se houvesse boletim, teria levado um D. E mais, tornou-se agitada, rebelde, parou de comer sentada, pulava, desenhava peitos e perus compulsivamente. A psicóloga explicou que a criança deveria fazer o dever caso se sentisse motivada. Esta aqui, disse, tirando uma folha de papel de uma pilha de desenhos.

    Ao lado, uma criatura espinhuda, semelhante a um ouriço rosado, exibia dois olhos raivosos e uma boca com dentes pontiagudos. Esforçava-se para separar a própria vaidade do destino da filha, mas era difícil. Procriei mal, pensava. O nó na garganta obrigou Irene a parar. Ela sentou numa mureta, arfava de agonia, sentiu tontura e sufocamento.

    Para onde fugir? Cumpriu dois mil metros sem pensar em coisa nenhuma. Implorou para cuidar da burocracia depois do descarrego, foi atendida. Um homem atlético, aparentando cinquenta anos, bronzeado e atencioso, cuidou dos trâmites. Era o Jairo. Sorriu, vermelha, e baixou os olhos. Tinha quinze anos. Passou a frequentar o clube todos os dias, sempre sem a carteira. Ele a conduzia até a catraca e dava ordem para que liberassem a entrada. Irene quase desfaleceu. Era macho e direto. Pediu que ela o encontrasse num bar da Farme de Amoedo às seis.

    Encabulada, deu marcha a ré e quase levou a cancela.

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    Os dois se encontraram num bar com varanda a uns três quarteirões do hotel. Jairo virou o primeiro uísque, sacou uma nota da carteira e pôs sobre a mesa com uma gorjeta gorda.

    Saíram abraçados, ela ansiosa, ele focado, ambos lascivos. Entraram no , fundos. O lençol com perfume de desinfetante, o sabonetinho do banheiro apertado, nada se assemelhava à fantasia de Irene, mas era um passo, uma atitude, um começo.

    Antes de abrir a porta, deu um longo beijo na amante. Ele sabia ser homem. Os quartos separados encobriram o constrangimento. Viam-se raramente. O marido, assolado por problemas familiares, aliviou-se com o inesperado bom humor da mulher. Se estava bom pra ela, estava bom pra ele. Dormiam em camas distintas havia dois anos.

    Destilando acidez, sentenciou que Irene tinha escolhido o pior entre eles. Ciro o mandou calar a boca, o que só aumentou a falastrice de Sílvio. Me espanta você, Irene, ter dito sim. Você merecia coisa melhor.

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    Ela vestiu a camisola e se deitou furiosa. Irene explodiu. Perguntou se ele desconfiava do que se passava com ela. Da vergonha que tinha dele. Da falta que sentia de tudo.

    A resposta a enfureceu ainda mais. Cursaram letras juntas. Jamais entendeu. Ruth cantou loas sobre ele, encheu a cabeça de Irene. Prometeram se falar à distância. A correspondência durou alguns meses, mas, de repente, minguou. Ela jamais o amou, continuou com ele como se esperasse o bonde seguinte que a livraria do pequeno desvio; mas o bonde nunca passou. Os amigos em comum, o tempo, o acaso, os enlaçaram.

    O vinho era bom, a tarde de outono, que importava o noivo? Treze anos se foram e ela continuava na expectativa de alguém que a arrancasse dali. Como era boba, pensou, enquanto admirava o jato alçar voo sobre a baía de Guanabara. Seria bom estar nele.

    Willing and able! O passarinho era o Paulo, ele mesmo, o da terapia. Um dos passatempos prediletos do Casanova era entregar as mazelas dos analisandos para o pessoal da praia. Vera gostava de discutir as sessões com ele, nos frequentes encontros íntimos que andavam tendo, muitas vezes no consultório.

    Ela adorava a franqueza de Paulo, a segurança, o amor-próprio. Era alcoólatra, é verdade, mas, fora isso, era perfeito. Estava apaixonada, perdera a compostura. Falavam mal do grupo, riam do desespero alheio e eram felizes como ninguém. Paulo farejava de longe o igual. O Jairo? Em um mês, esse Jairo vai parar de responder os telefonemas dela; em dois, ela vai implorar para voltar para o corno brocha do marido. Ribeiro conhecia Paulo de nome. Tinham um amigo em comum, também bombeiro.

    Dividiram a quadra com o Paulo. Antes do jogo, tomaram a gelada que soltou a língua do fofoqueiro. Ribeiro detestou saber do imbróglio, teria que tomar uma atitude, mas qual? Precisava dividir com alguém. Lembrou-se da vez que desancou a ex-namorada de um primo, sem pensar que os dois poderiam reatar no fim de semana seguinte. Acabaram casados, pais de três filhos.

    Quem dançou foi o Ribeiro. Compreendeu a recente alegria da esposa, o porquê da leveza dela, Irene estava indo embora. Sairia bem, dois anos depois, mas nunca mais teria outro homem. Aquele era o começo do fim da vida sexual de Irene. Antes de enfrentar a travessia escaldante, olhou para Sílvio com gravidade e desejou que ele estivesse morto. Mas isso ainda demoraria vinte e cinco anos para acontecer. E a lança também. Cem… sessenta… duzentos e cinco… duzentos e dezessete… me perdi. Dois de cinco por isso?

    E a lança? Inclui a lança aí, porra… É Carnaval! Sai logo desse muquifo, rei. Que pó cortado da porra é esse? Vidro moído. Onde é que eu estou? Evaristo da Veiga. Cadê os Arcos? Cadê a porra do mar? Cadê a lança? Uuuuuuuuuóóóóóóóóó… Caceta! Caí e continuo em pé… estou doido pra caralho. Eu estava no jardim da casa do Ciro, pensando na cara de pedinte que a Norma fez com o bebê do Neto no colo, quando a doida apareceu. Sorriu que nem criança, acendeu um baseado e virou o rosto para tomar sol. É, começa, respondi.

    E me ofereceu o charro, eu aceitei.

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    Você é amigo do Ribeiro? Muito, eu disse. E ficamos mudos, olhando para a frente. Você faz o quê? Tem muito veado no Itamaraty. Eu gosto de veado, ela disse. Eu também, respondi. E você? Devolvi o cigarro para ela. Eu o quê? Ela deu uma baforada e respondeu: Eu namoro o Ribeiro.

    Sempre tive desprezo pelo Ribeiro. Simples assim. Um bronco comedor de virgens. Ele dizia que era escolha, mas a verdade é que nenhuma mulher com mais de um neurônio suportaria a companhia do Ribeiro. Chamou pelo nome, o diabo aparece. Eu ri, era ridículo demais, o jeito como o queixo dele caiu quando viu nós dois juntos. A Suzana também se escangalhou, me entregou a ponta e saiu colada nele. Ai, que meda! A Norma atendeu e disse que era do banco.

    Era a Suzana.

    A Norma engoliu e eu sumi pelo corredor. Eu parei do lado, ela abriu a porta tomada de raiva, sentou no carona e me deu um beijo de língua que me fez ver estrelas. Nos agarramos no carro, no elevador, e trepamos na porta do apartamento, oito horas depois do jardim da casa do Ciro. Passamos a nos ver regularmente, o Ribeiro cada vez mais enciumado, a Suzana cada vez mais Suzana e eu cada vez mais entediado com a vida de casado.

    Foi quando a Norma engravidou pela segunda vez. Emborquei na calçada. Que fedor de mijo. Acho que sou eu. Eu estou todo anestesiado. Levanta, Sílvio, toma teu rumo. Vai ser ruim de aterrissar dessa vez.

    Eu tenho um Dormonid no apartamento. Eu tenho que chegar no apartamento. Odeio o amanhecer. Cadê o pó de vidro? Mais uma, só para chegar em casa. Vêm vindo uns pivetes, foda-se. Na Cinelândia. Pra que lado é a Cinelândia? Eu vivo tonto, me sinto em transe nos estados alterados, desde sempre foi assim. Comecei a fumar aos doze, a beber aos treze, e me viciei em bolinha aos quinze. Adoro sacanagem. Fiz muita meia com o Valdir.

    O coitado morreu cedo, de tuberculose, tinha só dezoito anos. Eu era bom aluno e o meu pai encasquetou com o Itamaraty. No curso, conheci uns garotos finos que se divertiam que nem gente grande. Rico é muito mais pervertido do que pobre. Fui aceito por causa de um anestesista, herança do Valdir, que fornecia os tarja-preta; eles entravam com o uísque e cada um ficava incumbido de trazer duas acompanhantes para as festas.

    Uma delas, a Miranda, era de menor. Quem trouxe foi o Fausto, disse que era prima dele. Foi a primeira vez que vi dois caras darem cabo de uma garota. O Fausto e o Bernstein. Fiquei doido. Os pais da Miranda botaram a polícia para seguir o Fausto e fomos todos parar na cadeia. Fui expulso do Itamaraty. Meu pai, desesperado, conseguiu uma prova no Banco do Brasil com um diretor conhecido, deram um jeito de esconder a ocorrência, eu passei e resolvi os próximos cinquenta anos da minha vida.

    As caixas queriam casar, as gerentes constituir família e os homens só ejaculavam quando o time fazia um gol. Melhor pastar longe do serviço, pensei. Mais uma. Uuuuuuóóóó… Uuuuuuóóóó… Caceta! Cacet… A Norma era lindinha, pequenininha e ingênua; filha de um tio fazendeiro. Fui ao Bondinho, ao Cristo, à praia, levei para tomar sorvete, apresentei aos amigos, demorou semanas para ela me dar um beijo, sem língua. A pureza da Norma se transformou num fetiche pra mim.

    Era impossível, naquela época, existir sem cumprir certos rituais. O casamento era o principal deles. Quando eu levantei a saia do vestido de noiva, alucinado de bêbado por conta das comemorações, a Norma tremia que nem vara verde. Depois, caí duro para o lado, roncando. Na vigília, ouvi a Norma chorar.

    Sóbrio, tratei melhor dela e a vida caminhou sem dificuldades. Baixar em epub Baixar em pdf Baixar em mobi Ler Online. E enfiou- se em casa, antes de Sofia fechar a porta. Gostei desse livro, parece ser uma história bem envolvente e completa: hot, história de amor, e de amizade, tudo isso tratada de uma forma leve e divertida.

    Primeiro livro do premiado escritor Dan Simmons no Brasil, O terror, que foi adaptado para a TV por Ridley Scott, com estreia nos EUA em novembro, é, ao mesmo tempo, uma aventura histórica e uma fantasia sombria.

    A Passagem - Justin Cronin;. Para baixar livros agora, com facilidade, visite esta ótima lista com livros e links para sites de download imediato. As Cidades Da Idade Média. Minhateca é um programa desenvolvido por Minhateca. Resenha Livro Historia Em Migalhas.

    Baixar Livro por que as coisas caem? Escritas aquando da passagem de Eça de. Quer saber o que significam? Isto é para que você possa se divertir de duas maneiras diferentes. Se quiser, você pode apreciar o texto por alto, numa leitura de passatempo. Você pode ler para aprender em vez de apenas conhecer.

    E estude as ilustrações. Talvez você pense que essa aprendizagem um tanto aérea seja difícil ou trabalhosa. O equilíbrio pode ser aprendido numa patinete, sem ter que aprender a pedalar. É o método seguido neste livro. Basta que as primeiras "palavras" sejam simples, e as suas "letras" poucas e claras. Para começar, em que ordem classificar aquela montanha de riscos mais ou menos emaranhados?

    É o caso da obra de Ray L. Birdwhistell estima em 2. Isto, evidentemente, inclui todas as mudanças que possam, em grau mínimo, ser discernidas por aparelhos registradores de alterações nas faixas percebidas como som, imagem, temperatura, tato, odor corporal etc.

    Precisamos ir devagar. Vamos conhecer o boi oferecendo-lhe um prato de bolo. A característica dominante do símbolo é fugir da palavra ou frase, escrita por extenso. Ou o sangue brotando vermelho de uma ferida! Ou o rubro fogo ameaçador, alastrando-se no capinzal seco! Algo com elevada " taxa de originalidade" em detrimento do fundo " banal", dado o seu interesse pessoal sobrevivência em jogo. De mera cor passou a ser símbolo de algo importante.

    Sim, vem de longe, da noite dos tempos, o significado de muitas coisas. A pessoa avança o abdômen; isto se encontra em gente que gosta de boas refeições, que se senta à vontade diante de uma farta mesa de jantar.

    E queremos que o leitor aprenda a ler o que os corpos dos seus semelhantes falam diante dos seus olhos. Vamos, pois, aos " deveres de casa". Exercício n. Mas, se formos realmente perspicazes, dentro de poucos minutos descobriremos que outros corpos tomam, durante certo tempo, aquelas mesmas atitudes correspondentes à vida instintiva e vegetativa!

    Mas, ei-lo um minuto mais tarde, a barriga encolhida, mas os polegares no cinto! É bem capaz de aceitar o prato. E a jovem, que antes andava meio encolhida, sai requebrando durante uns dois ou três passos, antes de voltar ao seu ritmo usual.

    E assim ambos, naquele breve encontro, mostraram, em linguagem do corpo, o que se passava na esfera da sua vida instintiva e vegetativa. Um tórax em postura normal significa um EU equilibrado.

    Tem o seu raro e breve momento de postura de hipertrofia do EU. Vamos, pois, ao exercício n. Observe o tórax, ora convexo, ora côncavo. Podemos observar também o estado emocional da pessoa olhando atentamente para o seu tórax: 1. O movimento inspiratório é ativo. O movimento expiratório é passivo. Esta normopnéia é de freqüência maior na mulher, e ainda maior na criança. Exemplo: Alguém passa um longo período debruçado sobre papelada numa escrivaninha baixa.

    Ei-lo, periodicamente, como que suspirando. Cabeça erguida significa hipertrofia do controle mental. O exercício n. Nós, ocidentais, estamos infinitamente mais habituados a observar expressões na cabeça do que no restante do corpo das pessoas. Um busto de Buda, nunca! A inferência é clara: A cultura do Oriente percebe mais a linguagem do corpo do que nós, integrando em Gestalt o que nós, neste estudo, buscamos reconstruir de fragmentos de Esfinge. Observe sempre a atitude da cabeça, se quiser perceber a intensidade do domínio intelectual e espiritual daquela mente, naquele instante, aprovando ou rejeitando as emoções e instintos do seu corpo.

    É a imagem perfeita de um dilema. Lembre-se porém que nós, estudantes, somos feitos da mesma matéria que a matéria sob estudo! Usemos a cabeça! Menos daquelas horas de tortura lenta, chamada aulas de latim. Porque, se assim fosse, também observaríamos o garçom trazendo a cerveja. Certo, conhecemos alguma coisa; sabemos distinguir entre o rosto zangado e o alegre, a bofetada e a carícia. Mas percebe o leitor o que lhe diz, sem palavras - nos dois desenhos abaixo uma senhora que o visita em sua casa?

    Faça o que nós fizemos.

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    À sua volta, a linguagem muda das atitudes corporais prossegue, constantemente, com toda a eloqüência da própria Vida que fala das suas relações humanas.

    Trate de decifrar as suas esfinges e divirta-se! Uma advertência: Você vai errar! Instintivamente cruzam e descruzam pernas, tomam diversas posições de braços e tórax, uma praticamente imitando a outra. Ele chegou a esboçar um início quase imperceptível do ato de abaixar-se, mas reprimiu-o logo e, imediatamente, "descobriu" um pintor amigo do outro lado da sala.

    Homem desinteressado naquela jovem a ponto de ser grosseiro! Bem, na verdade houve o seguinte: ele chegou a murmurar entre dentes para a jovem que era a senhora dele a palavra " calças", antes de agir daquela maneira.

    Errar é natural; é errando que se aprende. Mas pratique alegremente que o resultado é certo! Esperamos sinceramente que tenha aproveitado bem a pausa treinando a sua acuidade de observador. Na própria cabeça temos representados os três animais: O boi, representado pela boca por onde entram os alimentos. Mas basta de enumerações enfadonhas! Que lista estranha, banal, imprecisa! Pois bem, é exatamente o que queremos transmitir ao leitor: só com listas de palavras quase nada esclarecemos!

    Sorrir, como? Qual é a característica principal da um sorriso, a sua nota dominante? Cantos da boca para cima? Mas vamos marcar também as outras características. E marcaremos as discordantes com um sinal negativo -.

    Canto curva para cima: basicamente um sorriso. Costas encurvadas; cabeça encolhida entre ombros: atitude de animal à espreita de inimigo; agressividade. Queixo desafiadora. Meio sorriso unilateral. Tórax salientado: orgulho, superioridade.

    Orbicular contraído combinando com : F: Frontal contraído para cima: censura G. Resultado: 6 negativos X 1 positivo, neste sorriso-desprezo. Mas, ao recomeçar a leitura, nosso pedido continua de pé. Quer compreender isto ainda mais claramente? Até aqui nos valemos dos nossos olhos para examinar a matéria sob estudo. Usemos agora o ouvido em três simples experiências com um teclado sonoro.

    Sua estrutura é tal qual a de um piano, mas incrivelmente miniaturizado e enrolado em espiral. Assim as primeiras podem captar vibrações na freqüência de Isto representa uma amplitude de umas 12 oitavas um piano de concerto tem apenas de 7 a 7 e meia oitavas.

    É a tecla branca à esquerda de um grupo de duas pretas. A seguir suba uma oitava conte oito teclas brancas à direita, incluindo na contagem a que tocou. Eis o dó seguinte, mais agudo. Agora a primeira experiência: Toque as duas teclas descritas, ao mesmo tempo! Vamos à segunda experiência: Toque, simultaneamente, o dó e o mi o mi é a 32 tecla à direita, contando o dó como primeira. Toque, ao mesmo tempo, as duas teclas adjacentes dó e ré basta um dedo só, bem no risco que divide uma da outra.

    Pois é, juntou com Juntamos dois sons discordantes entre si. Você estava de acordo com os acordes! Quem sabe quantas atitudes corporais você observou durante aquela pausa? Talvez algo assim? E nós, em vez de elucidarmos suas observações, levamos você primeiro a uma cena de faroeste e, depois, a um piano! Comecemos por estudar, individualmente, cada pessoa representada. Desarmonia discordância. Nela, quase tudo harmoniza - concorda - com esta atitude repare a palavra atitude que tanto tem significado físico como psicológico!

    Observe - todo o resto harmoniza entre si, porque é tudo negativo. Gosta de si mesmo. Tórax em evidência: sente a sua própria importância. Tudo, ali, afirma o EU. O tronco, avançado para a frente, diz: quero avançar. A cabeça, idem. Pernas cruzadas, desembaraço; um dos pés avança para ela. Aceita a liderança do seu parceiro. Segundo Dr. Tudo entendido?

    Examinamos quatro indivíduos. Podemos afirmar que todos têm em comum precisamente isto: cada qual zela pela sua individualidade, pela personalidade que lhe é própria. Isto, num sentido muito real, é a própria sobrevivência do EU de cada um de nós, ao longo do eixo-tempo da nossa existência.

    Formaram pares, estavam em grupo. É o que estudaremos a seguir porque analisar uma pessoa de cada vez e nada mais é como verificar as letras de uma só palavra.

    Voltemos ao nosso exemplo: À esquerda o grupo a - b , tal como o vimos. O grupo a - b é negativo - , é discordante. Queremos segurança para termos a tranqüila paz, precisamos de paz. Assim, o homem b anseia por impor o seu EU. Nem precisamos saber qual foi a conversa.

    Vejamos, agora, o grupo c - d ; vamos igualmente retirar-lhe o verniz inibitório. Quisemos, entre muitos exemplos possíveis, citar um bem claro. Cada uma é um pacotinho de lâminas conjuntivas, tendo ao centro um nervo. E, certamente, nosso antepassado b percebeu muito bem o que a queria transmitir! De percepções? E o sobreviver? É partícula incrivelmente pequena de matéria por exemplo: o vírus da febre aftosa tem apenas 0.

    Mas a discerniu, de alguma forma! Em resumo - tudo o que vive possui a característica de discernimento e isto é essencial à sua própria existência. Ora, o homem é um ser altamente perceptivo e, certamente, percebe os seus semelhantes. Quando a linguagem do corpo de alguém nos transmite conflito com os nossos interesses, quem sabe o percebamos em nível inconsciente de forma negativa -?

    E isto com pleno conhecimento de causa! Muito certo, mas muito condensado e, portanto, indigesto. Fazer com que as pessoas se entendam melhor, com mais clareza e sucesso.

    O mundo tem sede disso. Notou, na figura acima, a cobrinha na testa da cabeça humana? A serpente é bem visível neste exemplo. Vejam só que importância do "EU" na linguagem daquele corpo simbólico!

    Como a serpente, a energia assume todas as formas possíveis. Sem ele, o capítulo 15 sobre o Amor e similares teria sido impossível. Tal como a eletricidade da bateria do seu carro, a energia do seu corpo é armazenada sob forma química. E assim por diante. E a gente nunca pode dar uma resposta exata! Tenso, nervoso, desperdiçando energia, respirando mais depressa, gasta o ar todo em muito menos tempo do que o tranqüilo mergulhador veterano.